quarta-feira, 7 de junho de 2017

Amantes sem limites(parte 3)

*Júlia *

Em minha mesa no RH me encontrava sozinha, era inevitável não pensar em Cezar, não conseguia me concentrar no serviço e me controlava para não ir até ele, já que tomei a melhor decisão de não procura-lo e nem me deixar levar pelo desejo.

-O que eu fiz, que loucura?!

Estava perdida em meus pensamentos, o sentimento de culpa me invadia, cada vez que pensava em Cezar sentia meu corpo arder de desejo mas ao mesmo tempo vinha a culpa que me corroía por dentro.

-Quem sou eu, em quem me tornei?

Não sabia de onde vinha tanto desejo, a necessidade e ser tocada por aquele homem me invadia, esse desejo era incontrolável e sempre queria mais e mais.

Evitei encontrar com Cezar a semana inteira, embora meu corpo pedisse por ele, meu sexo molhava só de lembrar daquele dia.

Sexta-feira dia em que todos da empresa saiam para o barzinho após o expediente, estava decidida não ir, mas Ana não parava de me encher falando para ir.

Decidi que iria mas não ficaria próxima de Cezar, o que houve no outro dia não iria se repetir, não poderia me deixar levar pelo desejo.

Ao sairmos todos estavam animados, mas eu estava tensa e sentia o olhar de Cezar me observando o que me deixava em chamas.

Chegando ao barzinho procurei um lugar à mesa distante de Cezar, fiquei ao lado de Victor estávamos conversando, as vezes meu olhar se encontrava com o de Cezar mas disfarçava e não ficava encarando-o, quando Victor aproximou-se e falou ao meu ouvido.

-Quer sair comigo gata?
Por mais que esperasse polo convite fiquei sem reação, e não respondi, sabia que Victor chamava todas para sair mas não esperava que faria aquilo ali tão perto de Cezar.

Victor me chamou várias vezes para dançar, sempre recusava os convites, mas Victor era incansável, até que empurrei Ana para dançar com ele e só assim ele me deixou em paz.

Cezar não estava gostando das atitudes de Victor comigo e me olhava diferente estava bravo, estava nítido em seu olhar o ciúmes que sentia, eu não conseguia encara-lo.

"-Ai meu Deus o que eu fiz?"

Me perguntava sem parar.

Toda vez que olhava para Cezar ele estava olhando também, mas com um olhar bravo, o que me deixava molhada pois só de imaginar seus toques já era suficiente.

Bebi mais um pouco e fui até o banheiro fazer uma ligação, não percebi que Cezar estava vindo atrás de mim e no meio do caminho já fiz a ligação.

-Amor, estou com alguns amigos, mas não vou demorar para ir embora.

Conversei com meu marido até chegar ao banheiro, quando entrei fechando a porta mas antes que conseguisse trancar senti uma mão empurrando a porta, levei um susto, mas vi que era Cezar e o deixei entrar.

-Cezar ficou maluco?

Alguém pode ter visto você entrando aqui.

Cezar me olhava com ódio, não sabia o que fazer, pois ele estava fora de si.
-Cezar o que você tem, calma?!

Cezar me olhou nos olhos e disse em tom de fúria.
-Amor?

Nesse momento sabia que ele havia escutado minha conversa, fiquei sem ação tentei pedir desculpas mas ele me olhava bravo, estava fora de si.

Fiquei com medo, mas não sabia o que fazer.

-Cezar desculpa, não teve como te contar antes, foi tudo tão rápido.

-Rápido, Victor ainda fez piadinha aquele dia no restaurante você não lembra?

Cezar falou levantando uma de suas mãos e gesticulando.

-Sim,Mass...

Respondi lembrando desse dia “-Espero que não seja casada". Eu poderia ter falado que era, mas nem dei importância ao que ele disse e não sabia o quanto poderia me envolver com Cezar.

-Desculpa?

Falei sussurrando.

Cezar me segurou pela cintura puxando meu corpo contra o seu me dando um beijo de tirar o fôlego, suas mãos deslizavam rápido pelo meu corpo, sentia seu membro pulsar na minha cintura.

-VADIA!

Cezar falou enquanto levantava meu vestido e tirava minha calcinha.

-Cachorra, safada!

Aquelas palavras me excitava, meu sexo estava molhado, sentia seus dedos invadir meu sexo, seus lábios passeando pelos meus seios, gemia de tesão, aquelas mãos fortes me tocando, seus dedos me invadindo me deixava louca.

Cezar me virou de costas, abriu sua calça e roçou seu membro na minha bunda, desceu até meu sexo e o penetrou de uma só vez me fazendo dar um grito, tirou seu membro do meu sexo e colocou na entrada do meu anelzinho, forçou, tirou, colocou na minha vagina tirou e colocou no meu anelzinho de uma só vez me fazendo gritar.

-Minha putinha!

-Fala que você é minha putinha!

Cezar falava enquanto estocava forte.

-Sou sua putaaa.

Falei enquanto rebolava naquele pau, sentia ele todo dentro de mim, gritava de prazer.

Meu corpo estava denunciando meu orgasmo quando Cezar tirou seu pau do meu anelzinho e colocou na minha vagina, estocou mais algumas vezes tirou e me fez ajoelhar ,naquele banheiro pequeno, colocou seu pau em minha boca e me fez chupar algumas vezes, ele tirou novamente me pegou me colocando de costas, colocou novamente seu pau no meu sexo e me fodia com força cada vez mais rápido, meu corpo se contorcia de prazer, tirou seu pau de dentro de mim me colocando de joelho e jorrando aquele líquido quente no meu rosto.

Fiquei por um tempo recuperando o fôlego, quando percebi que Cezar já arrumava sua calça, olhei pra ele e ele ainda tinha um olhar de ódio em seu rosto, fiquei confusa e nada disse, limpei meu rosto, arrumei meu vestido colocando minha calcinha quando ele foi saindo e disse.

-Segunda vai trabalhar sem calcinha, minha vadia.
Fiquei ofendida com as palavras mas confesso que gostei, aquele sexo perigoso me excitava.

Depois de alguns minutos voltei para mesa e vi que Cezar não estava lá, ninguém desconfiou de nada que havia acontecido no banheiro, fiquei por um tempo e logo fui embora.

No caminho pensava em tudo que houve, ainda me sentia culpada, mas o prazer que aquele homem me proporcionava me deixa fora de mim.


Continua...

Beijinhos 

Anita G. 

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